O Primeiro Passo que me trouxe até Aqui

O Primeiro Passo que me trouxe até Aqui

Silvia Bruno Securato (extraído do Livro Transformação – Coragem para mudar e vencer)

Dou extrema importância aos livros; afinal, foi por causa da leitura de um livro – A Cura pela Missa, do Pe. Robert DeGrandis, que eu mudei uma situação angustiante. Eu não conseguia falar em público! E, isso, desde os tempos do Colégio. Amei o conteúdo do livro e queria transmiti-lo às outras pessoas, que frequentavam o mesmo grupo. Simplesmente, me deu uma vontade enorme de falar! Pedi à coordenadora que me deixasse expor o que havia descoberto; porém, eu era novata e ela sempre teve o cuidado de escolher palestrantes com experiência, além do conhecimento profundo da Doutrina Católica. E eu… apenas uma iniciante! Foram perto de seis meses pedindo, insistindo, quase implorando, até que um dia obtive a tão sonhada permissão. Preparei-me e iniciei uma série de palestrinhas. Confesso que não foi fácil; a dica dada era que eu não olhasse para as pessoa mas, sim, para o fundo do salão, ou seja; para o nada.Com minhas anotações em mãos, fui em frente! Enquanto falava, ora sentia calafrios, ora tremedeira, ora aqueles “brancos”. Mas o recado era importante! Eu tinha que falar! Aos pouquinhos, fui criando confiança em mim mesma; fui melhorando, me aperfeiçoando; fui ficando mais objetiva e já não precisava mais das anotações tão minuciosas no papel. Senti-me uma vencedora!

Pois bem… a partir daí, tudo mudou! Já nem me lembro mais da timidez, que me impedia de expressar meus pensamentos e opiniões. Depois da leitura daquele livro, fiquei livre! Após o primeiro ato de coragem, superando o nervosismo nas minhas primeiras falas ao microfone, passei para o segundo ato de coragem, que foi o de encarar as pessoas e interagir com elas.

Tempos depois, cheguei à conclusão que : quanto maior o público, para mim, melhor! O bloqueio foi embora! Tive ajuda e apoio de algumas pessoas que , na época, foram fundamentais para mim, entre ela: a querida Sara , a Maria José e o Aldo. Eram os meus maiores fãs. Eles vibravam comigo nas minhas vitórias! Quando descobriram que eu tocava violão, encorajaram-me a tocar e cantar. Passei, assim, para o ministério da música.

Como lia muito, pesquisava e estava sempre atenta aos ensinamentos, Therezinha – a coordenadora – logo me fez palestrante oficial do grupo. Pouco depois, passei a coordená-lo. A pedido de um padre que nos acompanhava, formei novo Grupo de Oração, no período noturno.

Eu organizava reuniões, preparava seminários, encontros de finais de semana, tocava , cantava, acolhia as pessoas. Ensinava, de forma que os mais esclarecidos levassem um recado novo, e o iniciantes aprendessem algo importante que tanto os doutores, como os que mal soubessem ler, compreendessem o que eu queria dizer. Descobri um grande dom em mim! Formei uma equipe de atendimento às famílias, onde cada um dos integrantes, segundo seus dotes ou capacidades , tomavam a dianteira nos diversos segmentos: relacionamento entre os casais, educação dos filhos, jovens, doenças, drogas, AIDS, etc.

Continuava devorando os livros: fiz um curso para crescer e me especializar no assunto. Com isso, fiz parte do Conselho Diocesano da Renovação Carismática Católica.

Como ministrava palestras, passei a fazer parte da coordenação de cursos para palestrantes, ou seja: dava aulas de como falar em público!

Toda essa experiência religiosa e comunitária, me levou a fazer Mestrado em Ciências da Religião e a gerar a Oficina do Livro Editora, para que , juntamente com outras pessoas- agora os escritores – possamos transmitir , na escrita , o melhor que as palavras podem no oferecer.

Transforme seu sonho em realidade! A coragem, o empenho, a persistência, mudam uma situação, traçam novos rumos, ampliam nossos horizontes, nos levam a atingir nossos objetivos.

Quando damos o primeiro passo, rumo a uma nova estrada, a vida se encarrega de nos mostrar os caminhos das boas oportunidades. Só precisamos de coragem. A partir dela… vencemos.

Eu ainda quero mais, muito mais!

E você, vai ficar parado?

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